Arquivo do mês: novembro 2009

Se não puder andar, se arraste, mas não pare.

Se não puder andar, se arraste, mas não pare.(M.Luther King)

Não sei se você já sentiu a dor da traição. Não sei quantas vezes você pensou em desistir, não posso imaginar o nível da dor do seu coração agora, mas uma coisa eu sei e estou muito certa ao declarar, Ele já passou por isso e sabe muito bem como vai terminar.

Eu nunca tinha sentido a dor do coração paterno de Deus. Mas agora posso dizer que sei um “pouquinho” o que isso pode ter significado para Ele. A dor de ver seu filho ser traído, machucado, ferido, humilhado.

A dor da impotência diante do sofrimento de alguém a quem você ama como à sua própria vida. A dor de saber que você precisa morrer e perdoar. Quanto seu coração clama por vingança e você escuta a doce voz do Senhor que te diz: Filho, perdoa, por amor de mim, ame.

E você não consegue andar, a dor te para, te estagna, te consome por dentro. Te aperta tanto o coração que fica difícil respirar. A boca fica seca, o apetite some, você não encontra repouso.
Até que você entra nos átrios do Senhor. E você pensa naquela cruz. Você se identifica com o cordeiro. Você entende que não foi em vão. E você olha pra Ele. E o olhar dEle te enche de uma paz inexplicável. Seu amor te constrange. Atinge-te como a um raio. E Ele te diz que: perde para mim. Confia na minha justiça. Descansa na minha fidelidade. Eu sei o que estou fazendo. Eu estou no controle.

E aí então, prostrado você adora. Porque adoração é mais que canções. Adoração é a entrega de alguém que como Abraão sobe a montanha com seu único filho para sacrificá-lo e declara profeticamente (depois de havermos adorado voltaremos para vós- Gn.22:5).

Adoração é a entrega cheia de esperança . É a confiança na fidelidade dAquele que era, é e há de vir.

Você já pensou na dor de Abraão caminhando por três dias pelo deserto com seu filho? Ah, como é difícil perder para Deus. Mas vale a pena.

E sabe de uma coisa. Nesse deserto você anda sozinho. É um lugar de profunda solidão e abandono. Você não encontra explicações, você só sente a dor profunda da perda. E você vai morrendo aos poucos enquanto caminha levando quem você ama para a morte. Foram três dias para Abraão e três anos para Deus Pai. Depois, três dias na sepultura.

Mas querido eu te digo, perde pra Deus. Entrega. Vale a pena. Ele sabe o que faz, Ele está no controle e toda a terra está cheia da Sua Glória.

Nesse Reino só é livre quem entrega. O perdão te liberta. E trás consigo esperança de cura e restauração. O perdão é o nível mais profundo de intercessão. É a oração que remove montanhas. Perdoar é caminhar em direção à perfeição.
Como disse uma vez o apóstolo Paulo: “Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de im estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus. Todos, pois, que somos perfeitos, tenhamos este sentimento; e, se, porventura, pensais doutro modo, também isto Deus vos esclarecerá. Todavia andemos de acordo com o que já alcançamos.”

Prossiga meu irmão, prossiga ainda que seja arrastando. Mas não pare. Não deixe que as circunstâncias determinem quem você é. Olha para o Alvo. Olha para o cordeiro e adore. Adore.

Paz para o seu coração

Cleonice Russo

CLEONICE LARANJEIRA CRUZ RUSSO é missionária atuando na área do ensino bíblico e teológico em todo o Brasil. É professora no Centro de Treinamento Ministerial Diante do Trono. Teóloga pela FATE BH. Intercessora da CIA MUDANÇA.


OS “ IMPROVÁVEIS”

No livro de João capítulo quatro, é narrada a história da mulher samaritana. Provavelmente você já leu este texto inúmeras vezes, mas quero analisá-lo concomitantemente com a palavra “improvável”.
Na nossa labuta pela santidade, em algum momento começamos achar que na medida em que nos aproximamos de Deus nos tornamos mais merecedores do amor e da bondade Dele. Pensamos que se formos mais merecedores receberemos mais, afinal de contas “tenho discípulos na igreja, participo de um ministério, acordo cedo para orar, tenho negado muitas vontades próprias…” e tantos outros argumentos que nos fazem achar que é só dessa maneira que atraímos os olhos de Deus.
Creio que dentro desse cenário, podemos nos sentir muitas vezes cingidos por um jugo muito pesado, pois a “obrigatoriedade de ser e fazer alguma coisa” para Deus ou que Ele aprove, estão associadas a uma troca de favores, de maneira que quando erramos nos parece que todos os planos de Deus escorrem junto. É como se Deus nos castigasse, passasse a nos amar menos ou algo parecido a cada momento que falhamos.
Contudo, a história da mulher samaritana, nos relata um amor incondicional de Deus para com qualquer um, isto é, até mesmo para com aqueles que provavelmente muitos de nós não consideraríamos merecedores do amor do Pai; os improváveis.
O texto citado nos conta que a mulher samaritana já havia se casado por inúmeras vezes e naquele momento era praticante de uma união fora do casamento, ou seja, uma união estável, visto que Jesus ao conversar com ela fala sobre um homem com o qual ela vivia, mas que não era seu esposo.
Jesus passava por Samaria e Ele sabia exatamente porque passava por ali e quem Ele encontraria. Jesus foi ao seu encontro. Ao encontro daquela que para muitos de nós não seria merecedora de atenção; uma improvável. E, pacientemente Ele lhe estendeu a não e lhe ofereceu a “vida”.
Reflito neste texto pensando que se por algum motivo Deus se aproximou de mim, não é porque lhe ofereço algo, mas tão somente pelo simples fato do Seu amor não depender de nada que eu faça. O que também me faz refletir, que assim como a Samaritana, também sou improvável. Ele escolheu a mim.
Tal pensamento é demasiadamente libertador e mais uma vez me convence da tamanha soberania e misericórdia de Deus.
O diabo insiste em tentar imprimir em nossas mentes uma relação de prestação de serviço ou de vínculo “empregatício”, o que deturpa o sentido da verdadeira relação entre nós e Deus, que é a de filiação; de pai e de filho.
O amor de Deus excede todo entendimento, e quando entendemos isso, passamos a viver a graça de Deus. Fazemos o que fazemos não porque precisamos ou para que Deus não nos castigue. Passamos a fazer sem pressão ou sem ameaça, mas simplesmente por gratidão, amor e adoração.

“Dançar não para os outros, dançar não para me redimir, dançar não porque devo, dançar não porque posso e sei, dançar porque sou amada e livre”

Isa Coimbra


Qual é o seu monte?

andré
A natureza criada aguarda, com grande expectativa, que os filhos de Deus sejam revelados. Rm 8:19

Depois que fui ao congresso na IBL que falava sobre os sete montes que influenciavam a sociedade fiquei analisando-os e entendi que eu estava inserido nos montes das artes. Questionei qual era minha base de conhecimento sobre o assunto, fiquei me perguntando o que tenho feito e qual o nível de influência que exerço sobre o meio em que vivo. Percebi realmente que a igreja tem centrado as suas atividades dentro da religião e por isso não causamos impacto na sociedade. Talvez não por falta de esforços, mas, por não saber a linguagem ou nos faltar foco, direção, estratégias para atuarmos como agentes de transformação nos sete montes.

Fiquei questionando sobre a igreja de Cristo nos dias de hoje e percebo que muitos não têm entendimento. Sabendo nós que toda sociedade gravita em torno destes montes que são conhecidos como, Artes e Entretenimento, Mídia e Comunicação, Governo e Política, Educação e Ciência, Família, Economia e Negócios, Igreja e Religião. Eu pergunto a todos: – qual é o seu monte? Talvez o Senhor já tenha colocado uma porta aberta para você em uma das faculdades do país há muito tempo para que, fazendo um curso de economia ou publicidade, você influencie no governo ou na mídia usando seu conhecimento e amor a Cristo para falar da redenção e você tenha se esquecido do Senhor e da volta de Cristo, esquecendo que quem abriu esta porta é o mesmo que quer te usar. A criação anseia com ardente expectativa que os filhos de Deus sejam revelados.

Quando saí daquele congresso estava determinado a melhorar meus conhecimentos sobre o monte que estava inserido, o monte das artes e especificamente a linguagem da dança, melhorar a técnica do grupo em que participo, buscar embasamento bíblico, saber quem estava neste monte no mundo secular e o que eles estavam fazendo, qual a profundidade de influência que eles exerciam na sociedade. Procurei saber se dentro da igreja já tinha alguém preparado ou se preparando. Fiquei pensando onde poderia usá-la para influenciar e logo me veio à mente as praças, ruas, favelas, presídios, hospitais. Pensei nas pessoas, nas crianças, nas vidas e no projeto de salvação que Deus tem através de Jesus e determinei que não perderia a concentração até ver pessoas rendidas aos pés da cruz. Descobri mais profundamente que minha dança é um poderoso instrumento, que esta é a hora de ouvirmos o clamor do mundo e de nos unirmos como um exército para a conquista dos sete montes.

André Amado


9o. Seminário Internacional “A Dança no Louvor e na Adoração”

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Nossa!
Ainda estou no ar!
O Seminário foi sobrenatural!!!!!!

Eu queria muito ter entrado aqui e compartilhado logo com todos minhas impressões, mas também estou organizando o Seminário de Dança Contemporânea da EEFFTO/UFMG que acontece semana que vem. Uau! o tempo tá uma loucura de corrido e de muitio trabalho!

Por isso estou aqui por um pouco e depois conto tudo!

Não posso de deixar de registrar que ontem finalmente eu a Isa vimos juntas algumas das imagens gravadas durante o Seminário. Ficamos muito emocionadas com a participação intensa de todos!

Vocês que participaram do Seminário estão de Parabéns!!!!!

É um marco entre todos os seminários! Foram muitos os momentos em que todos agiam expontaneamente se integrando no mover profético como se tivessemos ensaiado! Foi maravilhoso!!!!

Foi tudo tão rápido! Quando penso que há uma semana, no sábado passado a uma hora dessas estávamos sendo ministrados pelas Pastoras Vera e Vasti…

As oficinas foram uma grande surpresa! Desta vez eu e a Isa geramos uma oficina tematizada por dança e excelência dividida em duas partes. A primeira ministrada na tarde de sábado visava abordar noções de excelência tendo como principio o alongamento e exercícios internos abordando a idéia de que tudo começa nas “entranhas” onde ninguém vê.

Vislumbrar os corpos como chamas elevadas do chão já era um prenuncio do seria a segunda parte desta oficina realizada no domingo à tarde!

A segunda oficina tinha o objetivo de fazer uma abordagem sobre o aperfeiçoamento da dança própria de cada um. Nas duas oficinas foram oportunidades de reflexão, mas também de um trabalho técnico corporal fundado no método da Dança Experimental que temos desenvolvido tanto no Mudança como em nossas práxis pedagógicas em nossas atividades profissionais.

Tivemos também momentos proféticos que com certeza ampliaram nossos olhos em direção há um novo tempo para nossas vidas e para a Igreja Brasileira!

Tivemos algumas lutas, mas nada pôde frustrar os planos de Deus para nossas vidas! São tantos testemunhos de cura, restauração, revelação e restituição!

Aos poucos vou contando tudo aqui!

Por enquanto algumas fotos…

Abração!!!!

Deus abençoe a todos com poder e graça!

Aos irmãos que estiveram no Seminário, um abraço bem apertado cheiiiinho de saudades e de gratidão por tanto carinho e confiança dispensado a nós!

Reiterando: VOCÊS BRILHARAM!

No amor de Cristo!

Isabel Coimbra

Aguardem mais fotos!


Quero proveitar a agradecer à Sheila que gentilmente fotografou e registrou momentos ímpares nossos naqueles dias!

Obrigada!!!!!!

bel