O Amor de Deus

lucasMuitas vezes ouvimos falar do amor de Deus, que devemos amar uns aos outros, mas nem se quer praticamos ou vivemos isso. Pra iniciar o nosso assunto, você sabe o que é o Amor de Deus? O tema do amor (e especificamente o do Amor de Deus) é um tema central e fundamental nas páginas do Novo Testamento. Quem não conhece os textos de João 3: 16, 1 Cor. 13 ou 1.ª Epístola de João? Muitos de nós ouvimos desde a nossa infância e mesmo os que começam a ler a Bíblia, sendo já adultos, rapidamente se confrontam com eles. No texto base que hoje nos é proposto encontramos inúmeras vezes a palavra amor, e formas do verbo amar é encontrada nas duas afirmações que, não sendo novas para nós, constituem a mensagem central do texto: Deus é Amor (1 João 4: 8) e Deus nos ama (1 João 4: 9-19). Afirmar que “Deus é Amor” e que “Ele nos ama” é um ato de fé. Todos os cristãos o devem dizer, viver e sentir. Mas este Deus que é Amor não é só para nós, cristãos. “Deus amou o mundo de tal maneira…” (João 3, 16). É importante que o nosso testemunho seja dado junto dos que ainda não reconhecem que Deus é Amor e, muito menos, que Ele os ama. Mas como fazê-lo?

1. Seremos todos mentirosos? – “Se alguém disser: Eu amo a Deus, mas odiar o seu irmão, esse é um mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus a quem não vê… quem ama a Deus, ame também o seu irmão” (1 João 4, 20-21). Que sentido faz este texto para mim? É uma acusação, uma condenação, um desafio ou uma bênção? A resposta tem que ser, primeiramente, individual. Talvez nos custe dizer que temos sido mentirosos. Ninguém gosta de reconhecê-lo e, muito menos, ser conhecido como tal. Mas neste momento estamos sendo confrontados pela a Palavra de Deus, à qual nos devemos submeter e reconhecer a sua autoridade para nos julgar. Amar a Deus e amar o próximo! Duas dimensões do amor que não pode e nem deve, separar. Esta é a lição que aprendemos de Jesus Cristo quando Ele nos fala do “primeiro e grande mandamento”: Amarás o Senhor teu Deus… e o teu próximo como a ti mesmo ( Mat. 22: 37, 39). Eu amo a Deus porque amo o próximo e amo o próximo porque amo a Deus!

2. O que nos falta para não sermos mentirosos? – Viver estas mensagens que acabamos de ler! Há mais de quarenta anos, dizia-me um saudoso professor do Seminário Evangélico de Teologia, o Rev. Eduardo Moreira: “O que falta ao crente não é saber mais da Bíblia, mas viver aquilo que já sabe”. Palavras sábias e proféticas que, ao longo dos anos, nada perderam da sua atualidade e pertinência. Viver o que já sabemos pode, e deve constituir um alvo e desafio constantes da vida cristã. Isto não significa que tenhamos de parar o processo da nossa formação e aprendizagem bíblica, que nos deverá acompanhar ao longo da nossa peregrinação terrena. Viver o que já sabemos significa praticar, passar à ação, os muitos ou poucos conhecimentos teóricos que temos da mensagem do Evangelho. Este Evangelho só é Boa Nova para o próximo quando passar da minha razão, do meu coração, para a minha boca. O meu amor ao próximo, e a Deus, não reside nos meus profundos conhecimentos bíblicos e teológicos. Jesus, durante o seu breve ministério terreno, não se cansou de ensinar e de praticar esse ensino. A sua autoridade foi reconhecida pela sua coerência entre o dizer e o fazer. E foi Ele que, após ter ensinado e vivido esse ensino, disse para os seus seguidores: Ide e ensinai e… assim como Eu vos fiz, fazei vós também.

3. Manifestar a unidade – Essa palavra é um tanto estranha para nós, não é mesmo? Segundo o dicionário a palavra “unidade” é definida como: aliança; pacto; união; ligação. Mas infelizmente, esta não é a realidade que se observa na maioria dos casos: famílias, que se dizem cristãs, cujos parentes não se falam, membros da mesma congregação com relações cortadas, responsáveis eclesiásticos, incluindo pastores, com poucas ou nenhuma relações entre si. Muitas vezes, pensamos que o nosso grupo é o melhor e que os outros não são tão importantes. Entendemo-nos como os melhores, os mais corretos. Tal jeito de pensar nos leva a olhar as outras pessoas com certa desconfiança e ou, até, nem nos envolvermos com estas pessoas diferentes de nós. Tal comportamento gera divisão e tudo porque falamos que nós estamos certos e os outros errados. Como podem os não-cristãos levar-nos a sério? Como pode ser credível o Amor que anunciamos? Que autoridade tem um ministério que assim se comporta? A Igreja do Senhor é, por definição, unida. Não somos nós que construímos a unidade da Igreja. Ela é a Igreja de “um só Senhor, uma só fé, um só batismo, um só Deus e Pai de todos, que reina sobre todos, age por todos e permanece em todos” (Efésios. 4:5-6). Cabe a nós viver e testemunhar essa unidade, o que muitas vezes não é fácil, mas é fundamental. O amor “que é paciente, que tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (1 Cor. 13), é o instrumento que devemos usar para fortalecer esta unidade que temos em Cristo e isto, como Ele próprio o disse, “para que o mundo creia…” (João 17: 20-24). A unidade da Igreja tem em si esta dimensão missionária e evangelizadora. A família de Deus tem de ser uma família unida e exemplo de unidade para os outros. Temos que ser um para que o mundo creia que o Pai o enviou!
Dizia uma história que, um casal apaixonado se preparava para o casamento quando, por motivos políticos, o rapaz foi preso e condenado à morte. Deveria ser enforcado ao meio-dia, assim que o sino soasse. A noiva tentara todos os recursos possíveis para salvar o seu amado, mas nada conseguira. Chegou o dia da execução. Na sentença escrita, o martírio se daria ao soar o sino. Ela sabia que o sineiro era surdo, devido ao seu serviço. Então,
sem ser vista, a moça subiu as escadarias do campanário até onde estava o pesado sino. Amarrou vários panos nas mãos e no badalo. E, quando o sineiro colocou-se em posição de fazer soar o sino, ela se agarrou ao badalo.
Cada toque do sineiro era um grande brado de dor; suas mãos sangravam e foram sendo esmagadas pelas doze badaladas. Ao final, desmaiara de dor, e o sangue corria vivo de suas mãos. Lá embaixo, sobre o cadafalso, seu noivo, com os olhos vendados, aguardava o sinal para seu último suspiro. Mas, para surpresa de todos, o meio-dia passou e o sino, pela primeira vez na história daquela cidade, não soou. O sineiro saía do campanário, trazendo no rosto o sinal de “missão cumprida”. Então todos correram para ver o que acontecera, e, junto ao sino, encontraram a jovem desfalecida. O coração do rei, movido por tão grande prova de amor, deu ao jovem o perdão. As mãos da moça nunca mais foram as mesmas; tornaram-se feias e deformadas. Mas seu amado estava salvo. E puderam viver seu amor. As mãos de Jesus também foram perfuradas para nos trazer a salvação. Ele se deu por amor a nós. Será que você vai rejeitar tão grande amor? Pense!
Temos que ser um. Um só corpo, uma só voz! Ame o seu próximo assim como o Pai o ama!
No amor do Pai,

Lucas Fernandes

Sobre ciamudanca

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Uma resposta para “O Amor de Deus

  • Luana O'Stos

    Que linda a história da noiva! Grande lição podemos tirar. Afinal, de mãos marcadas é que se faz o evangelho!

    Te amo, amigo! ♥

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