Bem vindos!

2 12 2008

ato-profetico-batalha-espiritual-ii-ministracao-apostolo-fernando-35A Bel já tem um blog, a Iara também, além da Iana. Então para que mais um? Simples, porque a Cia. Mudança é muito maior do que alguns integrantes, afinal são quase 20 anos de história por onde passaram muitas pessoas!

Este é o espaço de todos os integrantes do ministério e aqui você vai poder ler sobre as novidades, acompanhar alguns estudos que fazemos na célula e ver muitas fotos. Aliás, quando decidimos criar esse blog pensamos em um espaço onde todos do grupo, que gostam e se sentem à vontade, poderiam escrever. A proposta é ampliar o que temos feito por onde vamos para o espaço virtual. Este será um meio de ensinar, edificar, comunicar e interagir.

Não importa se você dança, canta, pinta, toca ou prega. O blog do Mundaça é um espaço aberto e democrático para todos que se interessam por vida cristã e arte, nas suas mais diferentes formas. É claro que a dança vai ditar boa parte das discussões, afinal esse é um dos focos principais do nosso ministério, mas temos também um importante desafio por aqui: MOSTRAR QUE QUEM DANÇA, ANTES DE QUALQUER OUTRA COISA, PENSA. Exatamente. Muitas pessoas que nos vêem dançando às vezes se impressionam quando descobrem que entre os integrantes temos professores, psicopedagoga, dentista, analista internacional, jornalista, administrador e estudantes. E ainda mais: que o pessoal do grupo também prega! Mas por que o espanto? Por causa da cultura de que quem dança só dança. De quem quem dança só sabe falar sobre dança. E sinceramente não acreditamos nisso.

Que este espaço te ajude a pensar, a compreender, a questionar, a analisar. Que ele também te ensine, te oriente e principalmente: que ele te abençoe.

Nos vemos nos próximos posts!





Borboletas

8 02 2010

Semana passada, ao esperar o ônibus no ponto levei um susto ao sentir que tinha alguma coisa em minhas costas. Quando me virei, o bicho saiu voando e vi que era uma borboleta. Naquela mesma semana estava no meu quarto à noite e minha janela estava aberta por causa do calor que tem feito nos últimos dias. Levei um grande susto (sou meio medrosa com insetos) ao ver que tinha entrado pela minha janela e pousado no travesseiro onde eu estava deitada, uma grande borboleta, que por sinal, tinha asas muito belas e coloridas, mas suas asas estavam um pouco tortas. Logo me levantei e percebi que estava com dificuldade para voar. Ela estava em um processo, estava saindo do casulo. Minha mãe se levantou e veio ao meu quarto ver o que estava acontecendo, não foi exagero, a borboleta era muito grande. Depois de algum tempo minha mãe conseguiu colocá-la para fora. Ufa! [RS] Percebi que Deus queria falar comigo. E como Ele falou ao meu coração. Deus é lindo e fala conosco de várias formas!
A borboleta passa por várias fases de transformação, as mudanças são dramáticas do ovo até a forma adulta. Ao olhar para uma bela borboleta voando nem pensamos que ela já foi uma lagarta. Fico imaginando a lagarta temendo ao que irá acontecer adiante. Será que ela olha para as borboletas voando e pensa que nunca conseguirá voar? Será que ela acha que não nasceu para isso? Mas chegará um dia em que será necessário passar por toda esta fase. A pupa ou crisálida se forma através do endurecimento do corpo da lagarta, esta capa é a sua proteção. Quando está neste casulo os seus órgãos estão passando por uma metamorfose, estão se transformando em órgãos adultos. Imagino que a fase mais difícil é a fase final, quando a borboleta precisa sair do casulo, tem que haver muito esforço, através desse esforço é que suas asas são formadas. Engraçado é que se alguém tentar ajudá-la a sair, poderá estragar tudo e a borboleta terá as suas asas deformadas e nunca poderá voar. Foi exatamente nesta fase que a borboleta me visitou.
E nós cristão? Sabemos que um dia fomos chamados para voar como uma borboleta, mas as vezes assistimos a vida alheia e vemos todos ao nosso redor voando, mas não nos esforçamos para sair do casulo, não é mesmo? Se ficarmos parados olhando e pensando nos momentos difíceis da vida, viveremos a lagartear pelo resto dos nossos dias. A palavra nos diz assim em João 13;3: “SABENDO este que o Pai tudo confiara às suas mãos, e que ele viera de Deus, e voltava para Deus.”
Jesus sabia de onde viera e para onde iria, além disso, conhecia o porquê de estar aqui nesta terra. O foco de Jesus não era a cruz, o sofrimento, Ele sabia que precisava passar por aquele momento, mas que voltaria para Deus. Nós devemos entender que o nosso foco não são os momentos difíceis, temos dentro de nós a Verdade para cumprirmos o nosso chamado. Existe um preço a ser pago para ser livre. Se quisermos voar, passaremos por momentos difíceis, onde teremos que nos esforçar, às vezes algumas decepções irão nos fazer crescer e nos transformarão em adultos cristãos.
“Por isso, não desanimamos; pelo contrário, mesmo que o nosso homem exterior se corrompa, contudo, o nosso homem interior se renova de dia em dia. Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação, não atentando nós para as coisas que se vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas.” (2 Coríntios: 4:16)
Ao se debater com um obstáculo se esforce para ser aprovado diante de Deus. Depois, prepare-se para “voar”!

Renata Pales

Renata além de fazer parte da Cia. Mudança e da Cia. Adorarte é professora da escola de dança ARCA dos nossos queridos André e Adriana, que também são do Mudança.
Essa escola vem se consolidando como referência para a preparação de jovens cristãos na dança, com uma grande variedade de estilos e excelente equipe que trabalha com muito amor e profissionalismo.

Para quem se interessar, segue abaixo mais informações.

http://arca-ciadasartes.blogspot.com





Retrospectiva MUDANÇA

31 01 2010

Pessoal, esse video feito pela AninhaDancer do youtube mostra os melhores momentos do Mudança ao longo de algumas gravações do Diante do Trono.

Em breve voltaremos com os nossos posts.





Unidade no Louvor e na Adoração

24 01 2010

Pessoal, ainda estamos de férias. Por isso nas próximas semanas postaremos esses videos da Bel compartilhando coisas preciosas. POR FAVOR NÃO MANDEM PERGUNTAS NESSE PERÍODO.

Um abração
Cia. Mudança





APRENDA A DANÇAR TEMPO DE FESTA

19 01 2010

No quadro “Passos do Compasso” exibido em 11 de novembro de 2009 (programa Diante do Trono, da TV Rede Super), Isabel Coimbra dá uma aula sobre a dança no louvor e na adoração. A música estudada é TEMPO DE FESTA.

Aproveite, aprenda e dance conosco.





Um chamado para angústia

18 01 2010

Pessoal, vale muito a pena dar uma olhada nesse video.





A PARALISIA E O MONTE DAS ARTES

13 01 2010

“Levanta e anda”, com essa simples frase Jesus deixou a todos boquiabertos em Cafarnaum-Israel. Um jovem que agora, ex paralítico, retornava para casa após o encontro com o Mestre, cheio de alegria e completamente curado da ausência de movimentos que sua situação implicava (Mt9. 1-8, Lc5. 17-26, Mc2. 1-12). Outro paralisado pela cegueira estava na beira do caminho próximo a Jericó, mas ao ouvir falar de Cristo, perceber a sua presença e o frenesi da multidão que o acompanhava dispôs-se a gritar e clamar pelo filho de Davi, o Messias prometido nas Escrituras e aguardado por toda a nação. Este encontro transformador gerou não apenas júbilo, mas segundo a Palavra, aquele que passou a enxergar saiu da beira do caminho e seguiu junto ao seu Salvador (Mt20.29-34, Lc18.35-43, Mc10.46-52). Lemos nestes episódios duas pessoas vitimadas pela paralisia, e que após a interferência do Senhor iniciaram movimentos, ações e atitudes.

O jovem paralítico podia não ser paralítico de nascença. Talvez seus quatro amigos participassem do acidente que ocasionou a paralisia ou conviviam com ele quando, porventura, fora acometido de alguma enfermidade degenerativa. Seja qual for o motivo do problema a verdade é que um jovem cheio de amigos e de vida não podia caminhar, nem desfrutar de uma vida plena. Podemos ainda vislumbrar no texto que este rapaz e/ou seus amigos não gozavam de muito prestígio na sociedade em que viviam, haja vista a grande resistência e dificuldade que seus concidadãos lhe proporcionaram para ter acesso àquele que estava realizando curas e sinais por onde andava: o próprio Deus encarnado, o maravilhoso Jesus.

Notamos ainda que ele era extremamente amado no seu círculo de amizade, pois como pode tanta abnegação de seus amigos ao ajudá-lo se não houvessem fortes laços de fraternidade? Essa característica dos quatro amigos foi determinante para o desenrolar da história, além de outras como a perseverança, pró-atividade e fé. O interessante dessa história não está apenas no milagre da cura, mas também no grande contraste dos discursos empreendidos no decorrer dos eventos. É gritante, por exemplo, o contraste entre o discurso religioso dos fariseus e discurso amoroso do Mestre, os pensamentos que passaram na mente do paralítico frente ao perdão que Jesus lhe oferecera, e claro, a comparação que Cristo faz entre o perdão e a paralisia que aquele rapaz sofria.

O quadro de paralisia de um outro personagem citado anteriormente também é muito intrigante. O cego de Jericó, filho de Timeu, sentado a beira do caminho em uma situação deplorável, muito sujo, vestido com trapos e esquecido em um lugar tão frequentado. Podemos imaginar as dores que passavam no coração desse homem, as linhas de pensamento que a situação despertava, a opressão que vivia, o desprezo de seus familiares e crises existenciais que esse ser humano passava ao contemplar o espetáculo dramático que a vida lhe proporcionava. Diante desse quadro, notamos algo similar ao primeiro evento relatado: a ignorância e rejeição das pessoas próximas, mas também a respostas milagrosas do Senhor frente `as demonstrações de fé e também a vitória do amor e da compaixão.

A gênese dos problemas destes dois personagens não foi elucidada em nenhum dos textos bíblicos ficando os agentes causadores na esfera da mera especulação. O motivo talvez seja que o autor não quisesse dar ênfase as reais razões dos casos, já que as causas podem ser as mais variadas possíveis. O ponto principal passa a ser a análise comportamental e psicológicas dos protagonistas frente `a situação de paralisia e a solução encontrada em ambos os casos.

Vivemos em uma época de extrema competitividade e maior valorização do ter e fazer que simplesmente ser e expressar, por isso, podemos encontrar quadros diferentes de um mesmo mal: a paralisia. Nesse sentido, é notório e já bastante divulgado que a depressão é um dos males mais insurgentes em nossa sociedade, provocando estatísticas aterradoras como os casos de suicídio e doenças psicossomáticas como a fibromialgia, síndrome do pânico e transtorno bipolar. Alvos muito frequentes de abalos psíquicos, os artistas nas suas mais diversas expressões, são quase que eletivos destas agressões, visto que sua sensibilidade muitas vezes é mais aguçada e, portanto, mais suscetível aos males que agridem a alma, causando um estado de inércia em suas produções, uma paralisia.

As agressões muitas vezes são provenientes do convívio social que pelas características ambientais têm se tornado inóspito para uma mente sensível. Em um ambiente eclesiástico isso deveria ser bem diferente, já que os valores mencionados na Palavra de Deus sempre remetem ao altruísmo, a misericórdia, ao perdão e a fraternidade. Entretanto em muitas situações esses valores parecem ter se diluído no consciente coletivo de toda a Igreja incluindo liderança, membros e dos colegas de ministério, a ponto de serem minimamente ou quase nunca praticados em sua essência. O resultado não poderia ser outro a não ser ministérios paralisados, pessoas que questionam a fé, a Igreja e a Deus, irmãos estacionados a margem da grande obra de evangelização regional e mundial, vestes de louvor trocadas por vestes de injustiça, dor e agressão, vidas frustradas e seres humanos vivendo excessivamente seus problemas. Mas o nosso Deus vive eternamente e por isso há esperança.

Os relatos bíblicos a respeito dos processos de cura que essas pessoas foram submetidas nos levam a observar que apesar da fé abalada do jovem paralítico, ele aceitou a ajuda de seus perseverantes amigos e Cristo contemplou a fé deles apesar de toda dificuldade que tiveram para chegarem ao Senhor. O amor fraternal desses quatro jovens foi fundamental para a cura do rapaz. Jesus ainda nos dá uma dica a respeito do primeiro problema que o jovem tinha: o pecado. O pecado (provável causa) e a culpa deviam estar assolando aquela vida e a primeira atitude de Cristo frente ao rapaz foi de perdoá-lo. Sendo assim, precisamos ajudar nossos conservos a encontrar primeiramente o refrigério e a paz do perdão do Senhor (devemos ser imitadores de Cristo), mesmo que soframos críticas e acusações precisamos fortalecer aqueles que caíram e talvez assim participar do maior milagre, que é um coração arrependido e então iniciar o processo revolucionário de cura da paralisia.

Depois do perdão imagino a mente daquele jovem divagando “como este homem sabia dos meus pecados e mazelas e conseguiu me perdoar?”, acredito que ele estava tão feliz que a paralisia já não era tão importante, tanto que Cristo não questionou os seus pensamentos, mas sim os dos fariseus. Acredito que naquela hora o que antes era dúvida para aquele jovem havia se tornado certeza , o homem que o perdoara era Deus. Finalmente após o enfrentamento de todas as resistências, o Cristo simplesmente pediu para ele se levantar pegar a sua cama e sair. O movimento do rapaz dizia tudo, Ele havia encontrado a salvação, a cura e a paz.

Já no relato de Bartimeu, uma grande multidão seguia a Jesus quando ele estava prestes a entrar na cidade de Jericó, e em um canto da estrada lá estava Bartimeu parado, só e infeliz. O seu problema não era a falta de fé na Palavra de Deus, visto que conhecia a promessa da vinda do Filho de Davi, mas sim a falta de credibilidade das pessoas para com ele, sua mente sofria grave ataques de rejeição e revolta, o que resultou em um estado de paralisia a beira do caminho, mendicância, sujeira e rejeição.

Naquele lugarzinho, Bartimeu já havia se acostumado com o vai e vem de várias pessoas, e era nesse momento que ele ganhava a sua sobrevivência, coberto por uma capa suja e em um ambiente onde sua comunicação era pouco tolerada e pouco compreendida, ele sobrevivia apenas dos restos. Traçando um paralelo com a convivência e sobrevivência de alguns irmãos artistas ou não no âmbito da igreja, notamos que Bartimeu têm muitas coisas em comum: a rejeição sofrida por alguns grupos de louvor menos expressivos, seja eles de música ou dança, parece ser algo comum nas igrejas de grande porte, o não reconhecimento de alguns ministros pelas suas características físicas, sociais ou até mesmo comportamentais é algo também bastante comum, o espaço diminuto de ministração, a conceituação equivocada da dança ou qualquer outra arte como alegoria e não como instrumento profético, além do sufocamento sofrido por alguns irmãos que têm pouco relacionamento dentro das instituições eclesiásticas entre outros problemas, têm nos feito perder o convívio, a riqueza e a sabedoria de Cristo expressa na vida dos pequeninos de Deus.

Com isso estamos deixando de ser abençoados e de experimentar as surpreendentes e maravilhosas manifestações do Senhor, resultando em confusão no conceito de fraternidade , família e corpo (lembrem-se: Deus usa os que não são para confundir os que são). O resultado não podia ser outro senão ministros e ministérios paralisados contemplando as suas dores nos cantos da igreja , sujando suas vestes que antes eram de louvor com pecados e murmurações e revestidos por uma capa de religiosidade perdendo a cada dia o anseio pelo avivamento e pelo poder de Deus. É necessário reconhecer sua incapacidade e seus problemas e clamar pelo socorro ao Filho de Davi, afinal hoje, Ele não está passando no caminho. Ele está contigo, “perto está o Senhor”, diz a Palavra.

Precisamos apesar da cegueira provocada pela competição que as ansiedades e frustrações incitam, perceber onde Deus está querendo que passemos, o que Ele quer que façamos ou se simplesmente se Ele quer apenas que paremos e O contemplemos. Enfim, só se sai desse tipo de paralisia crendo que é possível ter intimidade, acesso a Deus, que Ele se preocupa com você e não medir esforços para encontrá-lO, também é necessário enfrentar todas as resistências para alcançá-lO. Ao conseguir isso, prepare-se! O Altíssimo pode te perguntar: “O que queres que te faça?” (Mc10.51a), e qualquer coisa que você responder tenha certeza que o seu movimento será seguir o Mestre bem de perto, feliz e enxergando o principal, a Glória de Deus.

Acabamos de refletir a respeito de quadros de paralisia que foram revertidos pela presença e manifestação da glória de Deus. Acredito que todos têm áreas que podem estar paralisadas em suas vidas, sejam elas de qualquer natureza, mas também acredito que a Palavra de Deus é viva e eficaz e opera em favor daqueles que amam o Senhor, da mesma forma que operou na vida de tantas pessoas. Especificamente àqueles que utilizam das artes para servir a Deus e que se encontram de alguma maneira em sofrimento ou passando por qualquer tipo de situação que tem paralisado seus processos criativos, sua alegria de ministrar ao coração de Deus ou até mesmo de se expressar livremente através de sua arte, creia que Deus anseia ajudá-los.

Por isso não meçam esforços, clamem por Ele! Deixem ser conduzidos à Sua presença mesmo que a fé esteja um pouco vacilante e finalmente ouçam-no. Suas Palavras são bem mais do que cura: são vida para quem as ouve. Tenho certeza que o monte em que vocês estão, o monte das artes, será sacudido. Você terá sua fé fortalecida e então poderá parafrasear o Mestre: “em verdade vos afirmo, se alguém disser a este monte: ergue-te e lança-te no mar, e não duvidar no seu coração, mas crer que se fará o que diz, assim será com ele” (Marcos 11.23).

Podemos então dizer pela fé : Monte das Artes, MOVA-SE!!ADORE!!!.

Breno Cabral





Adoração e Relacionamento

5 01 2010

Já vem de alguns anos o mover da adoração no Brasil. Nossas lojas evangélicas estão cheias de CDs de adoração, nossas igrejas com agendas lotadas com congressos de adoração, e no coração de muitos crentes em nosso país, um anseio sincero de se tornarem verdadeiro adoradores.
Mas como definir adoração? Estaria ela restrita a um estilo musical? Ou no nosso caso, enquanto ministros de dança, estaria ela restrita a um estilo de dança com panos esvoaçantes e movimentos leves? Para alguns, adoração é uma experiência quase que extra-corpórea, totalmente mística e sobrenatural, que acontece somente no “mundo dos espíritos” ou “das ideias”, como diria Platão.
Mas o que a Bíblia nos ensina é que adoração, ao contrário do que parece, não é uma ação abstrata, e sim uma ação concreta e consciente. E toda ação só pode ser realizada por algo ou alguém. Ou seja, se alguém não fizer, ela não acontece. Assim como andar, comer, pular, dançar não acontece no acaso, sem a intervenção de um agente, assim também é a adoração. Adoração não é algo subjetivo, mas concreto.
Bem, se alguém precisa fazer para que ela aconteça logo temos no centro da discussão dois personagens. O que faz a ação e o que sofre a ação. Em bons termos gramaticais, o sujeito da voz ativa e o agente da passiva. O adorador e o ser adorado, Deus. E é sobre o agente que eu gostaria de refletir, isso é, o homem.
Deus é o sujeito da voz ativa, porque a adoração começa em Deus, e não no homem. É Deus quem gera no coração o desejo de buscá-lO. A Bíblia nos diz que é o Espírito Santo que tem poder de nos convencer. E a Bíblia também nos ensina que nós só podemos amá-lO porque Ele nos amou primeiro. (1 João 4:19)
Portanto, o homem é o agente da passiva nessa história. E é sobre ele que vamos falar. Por quê? Por que não falar sobre Deus? Afinal ele é mais importante. Assim pensaríamos. Mas dentro da perspectiva de Deus que é imutável, sempre todo poderoso, Deus de amor e misericórdia, o homem tem um papel importante e é alvo dEle o tempo todo, pois o mesmo, o homem, é mutável, sempre dependente, nem sempre amável e poucas vezes misericordioso. Em outras palavras: Deus se importa muito com o homem.
O salmista declara que a criação revela a glória de Deus, mas o homem se relaciona pessoalmente com o Criador. Partindo desse princípio entendemos porque fazemos o que fazemos, ou seja, porque dançamos, porque cantamos, porque tocamos, porque pregamos. Isso tudo tem haver com o relacionar com Deus e comunicar ao outro a mensagem do Deus que quer também se relacionar com os que não O conhecem. E para que haja comunicação é preciso haver linguagem. Dançar, cantar, tocar e pregar pode ser entendido com uma linguagem que viabiliza a comunicação da seguinte mensagem: relacionamento. E como todo relacionamento esse também está sujeito a alegrias, tristezas, erros, acertos, castigo e perdão. Fomos criados por Deus humanos e foi com essa humanidade que Deus escolheu se relacionar. Ele poderia se relacionar somente com os anjos, mas não o fez. O porquê disso nós não sabemos, permanece um mistério. Esse pensamento, que parece tão simples, contraria o pensamento vigente atual onde somos levados a crer que precisamos deixar de lado a nossa humanidade e nos tornarmos “quase anjos” para que Deus nos aceite e possamos nos relacionar com Ele. Nada está mais longe da verdade!

Algo interessante que me chama a atenção é a questão do som e da luz. A velocidade da luz é absurdamente rápida, trezentos mil quilômetros por segundo, que torna impossível ouvirmos o som que ela emite. Para ouvir o som da luz ela teria que diminuir drasticamente a sua velocidade. Aplicando isso em nosso assunto, foi exatamente isso que Deus fez. Deus, na pessoa de Jesus, diminuiu a Sua velocidade, desceu muitas notas na escala musical da eternidade para que pudéssemos entendê-lo. Ele se tornou homem para se relacionar conosco.
Em João 4:23 Jesus fala sobre a adoração em espírito e verdade. Ele enfatiza que a forma não é importante, mas sim a integridade do ato, a inteireza do ser ao adorar. Quando nos aproximamos de Deus, não temos que esconder ou amenizar as nossas intenções. Não precisamos fingir ser algo que não somos, pois Ele conhece nossa personalidade e características. Ou seja, a adoração, o relacionamento com o Senhor não é realizado com a “parte boa” do que somos porque um relacionamento verdadeiro não é baseado somente naquilo que é bom. Mas se prova verdadeiro quando exposto a inteireza do ser, seus predicados e percalços.

Talvez seja por isso que Deus pôde dizer que Davi era um “homem segundo o Seu coração”. Atos 13:22 diz: “E tendo deposto a este, levantou-lhes como rei a Davi, ao qual também, dando testemunho, disse: Achei a Davi, filho de Jessé, homem segundo o meu coração, que fará toda a minha vontade”. Mas como pode ser? Davi era um homem que “conseguiu enfrentar o olhar de Golias, mas devorava Betseba com os olhos. Desafiou os que se burlavam de Deus no vale, mas se juntava a eles no deserto. Conseguia liderar um exército, mas não uma família. Davi furioso, Davi chorão. Sedento de sangue. Faminto por Deus. Oito esposas. Um Deus”. (LUCADO, MAX. Gente como a gente: como Deus muda a vida de pessoas comuns. Página 168). Davi era verdadeiro diante de Deus e não omitia quem era.
Mas ser apenas verdadeiro não era suficiente, ele estava disposto a se arrepender e a rever-se. Davi era inteiro com Deus e em retorno Deus era tudo em Davi. Às vezes é difícil sermos quem somos, pois pensamos que certos aspectos da nossa vida que nos desagradam devem desagradar muito mais a Deus. Mas se não nos relacionarmos com Deus com a inteireza do nosso ser, dificilmente construiremos um relacionamento real e correremos o risco de agir assim como Adão que ao ouvir a voz de Deus se escondeu. Talvez não nos escondamos atrás de uma árvore, mas atrás de uma guitarra, de um teclado, de um microfone ou de um figurino de dança. Antes de sermos um ministro, somos pessoas, gente, e é com gente que Deus se relaciona e espera a adoração.

Olhando assim fica fácil entender porque dançamos, tocamos ou cantamos. Porque Deus escolhe pessoas imperfeitas como eu e você para terem relacionamento com Ele.

Felipe Toller





O Encorajador

31 12 2009

E a liberdade será a canção do meu coração….
A liberdade possui dois braços: a consciência e a responsabilidade.
Como cristãos somos desafiados a exercer nossa liberdade em favor do outro por meio de ações de serviço.
Existe uma frase muito interessante: “Sou livre quando sou capaz de amar as pessoas sem nada exigir”. O amor que não busca seus próprios interesses é uma marca do cristão livre.
Para exemplificarmos essa classe de amor, que só pode ser exercido por um cristão livre, vamos estudar um homem que não é muito “famoso” mas que foi totalmente livre. Livre para amar sem esperar nada em troca. Livre para perdoar. Ele foi um encorajador.
Todo grupo precisa de um encorajador.Precisamos ser animados de vez em quando.O encorajamento muitas vezes é ignorado em seu valor porque ele acontece geralmente em particular e não em público. E geralmente necessitamos de mais estímulo quando nos sentimos sós. Nesse tempo onde o individualismo e o pragmatismo são marcas de comportamento de uma geração, sobram vagas e faltam obreiros para desenvolverem a função de encorajadores.
Mas o que é ser um encorajador? É ser um alentador, um estimulador, um animador, alguém que aviva, incita o melhor do outro. Alguém que é livre em Deus para exercer o amor que não busca seus próprios interesses. Livre para servir. Então vamos lá abra sua Bíblia comigo e vamos aprender a liberdade do serviço. A liberdade exercida por um encorajador.
Ele foi uma das pessoas mais influentes no início do cristianismo. Ele era um levita rico natural da ilha de Chipre. Seu nome era José que significa (Deus aumenta, Deus acrescenta) e ele recebeu o sobrenome ou apelido por parte dos cristãos de Jerusalém de Barnabé que significa aquele que dá coragem ou encorajador ou ainda filho da consolação. A contribuição desse homem foi decisiva para o crescimento da igreja primitiva. É interessante como Deus faz as coisas. Ele usa pessoas que nós nem imaginamos para fazer coisas que são essenciais para o seu reino. Deus é especialista em usar aqueles que “não são”. Ele realmente é Soberano e sabe o que faz.
Paulo é um nome muito conhecido pelos cristãos. E é justo que assim seja, ele escreveu quase dois terços do Novo Testamento. O que seria das igrejas sem as orientações tão maravilhosas dadas por Paulo através de suas epístolas não é mesmo? E ainda o que dizer da Reforma que aconteceu depois de Martinho Lutero ter lido o livro de Romanos que é um tratado maravilhoso escrito por Paulo. Nossa esse homem realmente foi importante. Ele evangelizou os gentios.
E o que dizer então de João Marcos. O homem que Deus usou para escrever o primeiro evangelho. Os outros evangelistas consultaram os escritos de Marcos e “beberam” dessa fonte para escrever seus livros.
Mas o que tudo isso tem a ver com Barnabé? Quem foi esse cara afinal?
Ele foi o primeiro homem a vender suas propriedades para ajudar os cristãos em Jerusalém.
Confira comigo na sua Bíblia – Atos 4:36 a 37.
Nossa, esse cara deve ser mesmo interessante, não é mesmo? Ele se destacou primeiramente pela sua generosidade. Mas olha, ele não parou por aí não. Ele fez mais.
Ele foi o instrumento de Deus para conduzir Paulo até os cristãos em Jerusalém. Imagina a coragem desse homem. Só pode encorajar quem tem coragem não é mesmo? E isso ele demonstrou ter de sobra. Todos estavam com medo de Paulo. Ele era um homem muito influente que perseguia os cristãos e os conduzia a morte. Mas Barnabé não teve medo. Ele ouviu rumores sobre a conversão de Paulo e foi lá conferir. Imagine a ousadia desse sujeito. Ele realmente dependia de Deus. Confira comigo em sua Bíblia – Atos 9:26 e 27. e Atos 11:24 a 26
At 9:26 Tendo chegado a Jerusalém, procurou juntar-se com os discípulos; todos, porém, o temiam, não acreditando que ele fosse discípulo.
27) Mas Barnabé, tomando-o consigo, levou-o aos apóstolos; e contou-lhes como ele vira o Senhor no caminho, e que este lhe falara, e como em Damasco pregara ousadamente em nome de Jesus.

At 11:24 Porque era homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé. E muita gente se uniu ao Senhor.
25) E partiu Barnabé para Tarso à procura de Saulo;
26) tendo-o encontrado, levou-o para Antioquia. E, por todo um ano, se reuniram naquela igreja e ensinaram numerosa multidão. Em Antioquia, foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos.

Agora você pode imaginar o que teria sido de Paulo caso Barnabé não houvesse disposto sua vida, arriscado sua segurança para aproximar-se de Paulo e depois fazer essa “ponte” entre Paulo e os outros cristãos?
Você pode imaginar a igreja sem Paulo? Então não podemos imaginar a igreja sem Barnabé não é mesmo?
Ele era um homem de ação. Ele levou socorro financeiro aos irmãos que estavam passando por necessidades na Judéia. Era considerado um profeta e doutor (veja Atos 13:1), mas era um servo.
Ele também encorajou Marcos, um jovem rapaz, a viajar com ele e com Paulo para Antioquia.
Atos 12:25 Barnabé e Saulo, cumprida a sua missão, voltaram de Jerusalém, levando também consigo a João, apelidado Marcos.
João Marcos era seu primo. Ele foi o primeiro a viajar com Paulo formando um grupo missionário.
Ele tinha uma outra característica muito linda. Ele estava disposto a aprender. No inicio ele como todo judeu era um tanto quanto indiferente aos gentios mas ampliou sua visão, viajou com Paulo. Ele não estava fechado em si mesmo. Ele acreditou no chamado de Paulo e foi com ele. Que coisa linda não é mesmo? Ele não era reducionista. Ele não era ensimesmado
Ele estava pronto a servir a visão do outro. Ele caminhava a segunda milha.
Ele era amado e respeitado pelos anciãos e apóstolos da igreja. Leia comigo

Atos 15:25. Pareceu-nos bem, chegado a pleno acordo, eleger alguns homens e enviá-los a vós outros com os nossos amados Barnabé e Paulo,
26) homens que têm exposto a vida pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo.

E quando ele e Paulo tiveram uma discussão a respeito de continuar ou não com João Marcos. Ele optou por permanecer com João Marcos. Vamos conferir em Atos 15:36 a 39. (leia na sua Bíblia)
Isso duplicou o esforço missionário. Posteriormente João Marcos,que gastou um tempo com Pedro, escreveu o evangelho que leva seu nome. Será que ele teria ido tão longe sem o encorajamento de Barnabé? Será que ele teria superado o sentimento de fracasso diante da rejeição de Paulo sem Barnabé?
Com certeza esse episódio não feriu o relacionamento entre Paulo e Barnabé. Porque vemos Paulo citando várias vezes a Barnabé. E em
Col 4:10 vemos que Marcos estava com Paulo. Ou seja, o episódio ocorrido lá no começo do ministério não impediu o relacionamento entre eles. Agora, já por volta do ano 60 Paulo e Marcos estavam juntos outra vez. Que importante é a presença e a sensatez de um encorajador para vencermos os obstáculos naturais que ocorrem no processo ministerial.
Agora não se esqueça. Você precisa encorajar e precisa de um encorajador ao seu lado. Vamos orar para que Deus levante mais “Barnabés”. Pessoas que realmente aumentam. Pessoas que encorajam, pessoas livres que servem por amor.

Paz para seu coração
Cleo Russo
cleonicerusso@gmail.com ministeriotrio@gmail.com





IMAGEM E SEMELHANÇA

15 12 2009

Falar sobre arte é falar dAquele que é o maior artista. Todas as coisas foram feitas por intermédio dEle e sem Ele, nada do que foi feito se fez (João 1:3). O nosso Deus é um Deus criativo! E se a palavra de Deus nos diz que somos feitos à sua imagem e semelhança, então, podemos crer que como filhos somos herdeiros também da sua criatividade.

Deus criou o mundo e tudo o que nele há. E nós, seres humanos, somos uma grande prova de sua imensa capacidade artística. Que outro deus poderia criar tamanha obra de arte? Você já parou para analisar o ser humano como obra de arte? Do nascimento até a morte Com todo o seu funcionamento, sistemas locomotor, respiratório, digestivo, os cinco sentidos e suas aplicabilidades? E o nascimento de uma criança? Já parou para analisar o quanto isto é tremendo e lindo?! Como não servir e adorar a um Deus majestoso, glorioso e criativo? Como filhos de Deus devemos entender que temos em nós uma criatividade que é herdada de Deus. Ou seja, toda a nossa criatividade vem dEle!

Talvez você possa pensar assim: “mas não sou um artista, nem sou nada criativo”. Quero te dizer que realmente você pode até não ser considerado um artista, mas que dentro de você existe uma sementinha de criatividade vinda do Pai que te criou e que no devido tempo pode ser descoberta e deve ser gerada, estimulada e usada. E por que não usá-la para servir Aquele que lhe concebeu?

Infelizmente no mundo hoje, muitos tem usado as artes não para honrar ou falar do Criador, mas para exaltar a si mesmos, se vangloriar, distorcer, difamar e até destruir. A mídia, por exemplo, que poderia ser um canal de arte disponível a todos como benção tem levado ensinamentos e incentivos a traições, pornografias, contendas, rebeldias, sensualidades, manipulando as pessoas e apresentando-lhes uma arte que não condiz com a palavra de Deus, disseminando as obras de Satanás e enganando pessoas que não tem o discernimento de que as artes são de Deus, foram criadas por Ele e para Ele e seus propósitos devem ser exercidos.

Deus em sua infinita misericórdia procura falar conosco de várias formas e uma delas é através das artes. A bíblia está repleta de exemplos da Sua criatividade e busca pela perfeição e como Deus, devemos buscar sempre em fazermos o melhor, seja no trabalho, em casa, na escola, na faculdade, na igreja ou no ministério e onde mais Ele nos enviar. Na construção do Tabernáculo, por exemplo, (Êxodos 26) Deus procurou pelos melhores arquitetos, ourives, artesãos e outros. Ali é lugar de artistas adoradores! Como podemos perceber através da leitura deste texto, o Senhor é extremamente detalhista em tudo o que faz. Todas as medidas foram calculadas milimetricamente, as cores que foram estabelecidas no feitio das cortinas e vestimentas foram especialmente escolhidas por Ele, e não se esqueçam que só a Ele pertencem! As pedras e o ouro utilizados, os utensílios, e tudo mais que fazia parte da construção do templo, foi fruto da criatividade de Deus.

Deus sempre busca fazer o melhor! E, como filhos de Deus, devemos dar o exemplo e fazer o melhor também. Principalmente se for para Ele! Nunca ofereça e nem faça nada para Deus pela metade ou mal feito. Quando Deus mandou Saul matar todo o gado, e ele resolveu poupar alguns, isto não agradou a Deus e Ele resolveu lhe tirar do seu cargo de rei (I Samuel 15:7). Não se esqueça que Ele um dia entregou o que tinha de melhor, a obra de arte mais cara e de valor inestimável, por vocês em uma cruz… Assim, seus pecados puderam ser perdoados e agora você pode ter uma vida eterna ao lado do Pai.

Ao realizar uma obra de arte, seja ela de qual espécie for, seja cantar, pintar, tocar, desenhar, esculpir ou dançar, nunca se esqueça de que este dom vem de Deus. Então, ofereça primeiramente a Ele! Consagre sua arte a Ele! E, se você tem o dom mas precisa ser aperfeiçoado, faça isto! Busque o aperfeiçoamento necessário! O nosso Deus merece o melhor! Procure uma boa escola, de preferência que esteja baseada nos princípios cristãos, caso não seja possível, então procure uma escola onde você não terá que se comprometer e se envolver com coisas que não condizem com a palavra de Deus. Lembre-se: tudo me é permitido, mas nem tudo me convém (I Coríntios 6:12). Precisamos ser influenciadores e não influenciados! Precisamos pregar as boas novas de Cristo (Marcos 16:15), e uma excelente forma de se fazer isto é através das artes. Então, entregue seu dom a Deus e deixe-O te usar.

Adriana Rocha





ENTREGANDO A DEUS O EXCELENTE

8 12 2009

A Bíblia nos diz para sermos cuidadosos ao entregar uma oferta ao Senhor. Maldito o homem que faz a obra relaxadamente (Jeremias 48.10). Deus é merecedor do nosso melhor. Não é mesmo?
Ser excelente é estado de ser bom no mais alto grau. É buscar qualificação naquilo que se faz. Isto implica em investimento e esforço. Estamos inseridos no monte das Artes e a opinião comum diz que para se fazer uma arte que tenha como resultado uma obra de qualidade, é necessário a especialização do artista. Deus com todo seu poder criativo soprou dentro de nós a criatividade e a excelência que existe nEle. ( Gênesis 2:7: Então formou Deus o homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente). Toda a nossa capacidade de criar vem da criatividade que Ele transferiu a nós. Vale ressaltar que a criatividade vem de Deus mas a qualidade da obra depende de nós.

Arte é tudo o que fazemos com excelência. No nosso contexto, devemos analisar principalmente o aspecto espiritual, pois Deus não tem procurado artistas simplesmente, Ele tem procurado adoradores que usam a arte como um instrumento de adoração a Ele e para salvação dos perdidos. Sendo assim, devemos viver uma vida de santidade, buscando constantemente o arrependimento e uma vida saudável com o Pai.

O monte das Artes se refere a tudo o que expressa criatividade e beleza de Deus. Qualquer atitude de criatividade deve-se, primeiramente, ouvir a voz de Deus. Isso é necessário para que a nossa criatividade na adoração não seja comum. Uma busca por Deus diária e a fuga do pecado, nos aproxima mais do Senhor e isso nos faz sensíveis à voz dEle. Existe um propósito por sermos criados à imagem e semelhança de Deus. Uma luva é feita à imagem e semelhança da mão para conter a mão. Assim, também devemos conter Deus e O expressarmos, adorando e executando com excelência aquilo que Ele nos deu.

Uma criança ao nascer é colocada no colo da mãe e logo cessa o seu choro. Isto acontece porque a criança escuta as batidas do coração da mãe. A mesma batida que escutava quando estava dentro do útero. Então ela se sente segura. Deus quer que façamos como essa criança. Descanse no colo dEle e escute as batidas do coração do Pai. Isso te trará refrigério e te fará entender qual o desejo do coração de Deus. O coração de Dele tem pulsado por vidas!

Em Filipenses 2:5 diz: Tende em vós o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus. Neste versículo Paulo nos orienta a assumirmos o papel de servos, que amam e obedecem. Como artistas cristãos, devemos nos preocupar com aqueles que não conhecem Deus, obedecendo ao Senhor quando Ele nos diz para ir e pregar o Evangelho. A especialização se tona uma estatégia de salvação. Uma coreografia, uma peça de teatro, uma música, com certeza irá transmitir uma mensssagem, pois a arte é uma linguagem. Mas devemos buscar excelência em nossas manifestações artíticas, pois só será considerada algo de qualidade ser estiver tecnicamente correta e a mensagem será mais clara.

Em uma empresa, por exemplo, a qualidade é um termo geralmente empregado para significar excelência de um produto ou serviço. Do ponto de vista do cliente, a qualidade está associada ao valor e à utilidade reconhecida ao produto, estando, em alguns casos, ligada ao preço. Ao meditarmos no sacrifício de Jesus, podemos contemplar a excelência desse ato! Alguém de muito valor pagou um alto preço por mim e por você! Jesus fez tudo aquilo por querer estar perto de nós por toda eternidade. Deus entregou o que Ele tinha de mais precioso porque nos ama! Ele fez algo extravagantemente excelente!

Em êxodo 35: 30 Deus chama a Bezael e a Aoliabe para fazerem a obra do serviço do santuário e diz no versículo 31 que o Espírito de Deus encheu a Bezael de habilidade, inteligência e conhecimento de todo artifício. Isto é o que precisamos ter ao desenvolver um trabalho. Habilidade, inteligência e conhecimento daquilo que estamos fazendo. Salomão nos diz para buscarmos habilidade. Provérbios 1:5:

“Ouça o sábio e cresça em prudência; e o instruído adquira habilidade”.

Diante disso não podemos nos esquecer que tudo o que fazemos vem de Deus e é para a glória Dele. Somos como vasos de barro contendo um grande tesouro: o que tem mais valor está dentro de nós. O barro é frágil, e nem é tão bonito assim, mas o tesouro contido no vaso é que o faz ter muito valor.

O maior espetáculo não recebe aplausos e nem elogios. É assistido por um único espectador que espera de nós um espírito contrito e um coração quebrantado. Esse Ele nunca desprezará.

“Temos porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência o poder seja de Deus e não de nós. ”(II Coríntios 4:7)

Renata Pales